A Ceia

Certas épocas do ano levam a refletir sobre a vida, sobre os porquês, o sentido de tudo isso.

Eu gosto de uma metáfora que uso com meus filhos.

Existe um hábito antigo de se convidar uma pessoa para uma refeição em casa apenas para ver como o convidado se comporta na casa dos outros e à mesa. A partir disso conclui-se se a pessoa merece participar de um longo convívio familiar ou se é melhor não.

Avalia-se então o comportamento, a polidez, o linguajar, a gentileza, a solicitude, o asseio, os assuntos, o que come, como come, o que desperdiça, o que estraga e o relacionamento com os demais convidados.

Nota-se que tudo isso depende muito menos do anfitrião, do recinto e da comida e muito mais do que temos dentro de nós mesmos.

Preciso dizer mais alguma coisa?

Em primeiro lugar, fomos todos convidados e é uma maravilha, nosso planeta é uma jóia de fartura em meio a um deserto cósmico.

Nossa primeira decisão é se somos do bem ou se somos do mal. Iremos ao jantar para valorizar o anfitrião, fazer todos sentirem mais prazer e alegria ou vamos fazer de tudo para bagunçar e agredir aos outros?

De qual dos dois grupos você acha que o anfitrião vai querer se aproximar e manter um longo relacionamento?

O que você acha do grupo dos mornos? Aquele que não bagunça, mas só reclama, se acomoda e não faz nada, se cair um garfo no chão ele não se dispõe a abaixar e pegar ou ajudar, acha que isso é obrigação apenas de quem derrubou ou do próprio anfitrião.

Novamente pergunto:

De qual dos grupos você acha que o anfitrião vai querer se aproximar e manter um longo relacionamento?

Está servido? Bom apetite!

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