O Pão Nosso de cada dia

Certa ocasião presenciei um casal que estava junto há 40 anos, discutindo. No meio de tudo que foi dito surgiu algo interessante:

O marido questionou: ”Como assim, falta de atenção? Eu sempre adorei a ponta do pão, mas fazia questão de dar ela a você”.

Indignada, a esposa retrucou: “Nem me diga, isso me irritava muito, acho esta a pior parte do pão”.

Quarenta anos sem comunicação. Em todo esse tempo, o marido fazendo algo que gostaria que fosse feito para ele mesmo, e ainda, era um grande equívoco. Martírio trágico para ambos os lados.

Isto não ocorre apenas em longos convívios, mas também, nos curtos e ultracurtos. Acontecem em todos os relacionamentos da vida, no convívio familiar, amizades e negócios.

O responsável pela comunicação (emissor) é quem quer comunicar e não o receptor. O comunicador, primeiro, tem que ter um objetivo em mente, depois, ouvir o receptor para saber o que interessa a ele e então cuidar para que sua mensagem seja entendida de maneira adequada.

Fazer o que está bom para si e exigir que o outro goste não é inteligente.

Pense nisso da próxima vez que estiver próximo de uma pessoa querida, um cliente ou colaborador.

 

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