Sustentabilidade: Você conhece as regras do jogo?

Em um país conhecido como fenômeno no futebol e voleibol tenho certeza que todos conhecem a importância de conhecer as regras e o placar do jogo para buscarmos a vitória.

As pessoas falam muito sobre sustentabilidade e me deparo com diversas ações neste sentido. Isto ao mesmo tempo em que me alegra também me causa preocupação, pois existem alguns equívocos que podem tornar ineficaz e frustrante as ações atuais, levando ao descrédito esta causa.

Em primeiro lugar, definamos sustentabilidade, ou melhor, desenvolvimento sustentável.

Desenvolvimento sustentável é aquele que supre as necessidades do presente sem comprometer a capacidade das gerações futuras de suprir suas próprias também.

A primeira questão é que os dados científicos que temos a respeito são na maioria de países desenvolvidos do hemisfério norte, geralmente frios e não tropicais, com matriz energética diferente, comportamentos e culturas diferentes da nossa.

A segunda questão refere-se exatamente ao placar. Existe uma norma de contabilidade (NBC T.15) de 2004 que vigora desde 2006 que é ignorada, porém é a única forma de medir o passivo sócio ambiental e também a forma de fazer a medida da compensação deste passivo.

A terceira questão é a de que existe uma norma brasileira de responsabilidade sócio ambiental NBR 16.000 (1, 2 e 3) que diz o como fazer e também é ignorada. Esta regra norteia no Brasil a ISO 26.000 de responsabilidade sócio ambiental. Ser sustentável é ter responsabilidade sócio ambiental.

Quem iniciaria um programa de sustentabilidade e investiria dinheiro sem saber as regras do jogo e sem saber como funciona o placar? Pode acreditar, estão fazendo isso.

Muitos profissionais, em suas áreas isoladas estão dizendo que “… se você fizer tal coisa vai melhorar o impacto que sua empresa causa e servirá de marketing social ou ambiental”.

Se está ação for feita fora das leis e normas, não terá validade, e quem trabalha com marketing visando a “responsabilidade” sem fazer o balanço sócio ambiental e sem seguir norma técnica, irá realizar propaganda enganosa.

A boa notícia é que existem normas, que dá para recuperar o tempo perdido e que não são necessários vultosos investimentos, há estímulo governamental para isso.

O bom também é que isto se faz com equipe multidisciplinar para abranger todos os aspectos sociais, ambientais e econômicos, sendo uma grande oportunidade profissional para muitos.

Vamos?

 

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