O sábio e os três cegos

Eu costumo contar estórias para meus filhos antes de dormirem. Não são contos de fadas, na verdade procuro ser mais objetivo.

Uma parábola que gosto muito e acho que traz ensinamentos valiosos para eles é de origem hindu e fala de perspectiva e visão.

Certo dia um sábio caminhava e ao chegar a uma praça notou três cegos discutindo. O primeiro cego dizia que na praça havia uma trave, o segundo cego insistia que na praça havia uma coluna e o terceiro cego afirmava que ambos estavam enganados, na praça havia um tapete.

O sábio aproximou-se, pediu licença, identificou-se e disse que na verdade na praça havia um elefante. Aquele que dizia que havia uma trave estava pegando na tromba do elefante, aquele que dizia haver uma coluna estava pegando na pata do elefante e o que dizia que havia um tapete estava pegando na orelha do elefante.

Ao ouvir isso os cegos discordaram, ofenderam o sábio e continuaram a discussão da mesma forma. Então o sábio retirou-se.

Esta alegoria da vida chama a nossa atenção para a relatividade das coisas e provoca várias perguntas. Quem são os cegos, quem são os sábios? Porque os cegos não perceberam que era um elefante? O sábio é realmente sábio ou tem visão? O cego é cego ou quer ser cego? O sábio é sempre sábio ou às vezes é cego? Se déssemos visão ao cego ele mudaria de atitude?

Agora em perspectiva: E se o sábio viesse do outro lado do elefante será que ele teria visto o que viu ou teria uma visão diferente?

Meus filhos perguntaram: “Porque havia um elefante na praça?”

Que pergunta sua criança faria?

 

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