Vença seu medo

Certa ocasião estava em uma pista de esqui e observei uma cena muito interessante.

De repente uma criança começou a gritar: “Quero sair daqui, quero sair daqui…”. Ela patinava com os esquis e não conseguia sair do lugar e então ficou paralisada com medo de cair pela ladeira sem controle.

O professor se aproximou e disse: “Olhe para mim”. Necessitou repetir isso três vezes até recuperar a atenção dela e continuou a dizer: “Faça o que eu te ensinei, ande de lado até aqui que eu te conduzo”. A criança venceu a paralisa, seguiu a orientação, o professor reforçou os ensinamentos, ela recomeçou os movimentos e logo estava esquiando.

Lembrando dos quatros degraus do aprendizado [Leia o artigo: A Escada do Aprendizado] mesmo com todo o conhecimento do professor, ele teve que liderar a criança a partir do básico.

O MEDO é um assunto fascinante, pois ele sempre está presente, veja, já disse que até para dizer que algo deu errado  [Leia o artigo: Erro e o errar]  é preciso ter objetivo, agora o medo existe mesmo sem objetivo, ele é natural.

Diante de algo novo todos sentem medo, isso é normal, o medo tem uma função de proteção e você deve pensar e agir para contornar os desafios. Mas aí está a armadilha, o problema é que nossa imaginação é fantástica e sem controle ela nos prejudica, pois a fantasia do medo será sempre muito pior que a realidade, e sofremos muito sem necessidade.

Isto leva a pessoa a permanecer como uma pedra na zona de conforto onde esta, por pior que seja sua realidade, o mais triste é ficar culpando os outros pela situação em que se encontra e dizer que “ninguém ajuda”. Aí então se usa a esperança para alimentar a quem sucumbe ao medo.

Todos têm medo, quem não tem medo é louco, o que diferencia quem tem sucesso ou não é a atitude diante do medo, o verdadeiro guerreiro age apesar do medo. O exemplo que dei acima se refere à paralisia diante do medo, onde não se consegue pensar nem agir. Nesta situação a pessoa precisa ser estimulada, desafiada, liderada ou até resgatada. Isto é extremamente freqüente no dia-a-dia, apenas nega-se a ocorrência, nem percebemos.

Coragem não é o antônimo do medo, coragem é agir apesar do medo.

Existem os medos ancestrais, os geradores dos demais, mas que pouco percebemos.

O primeiro é o medo da vergonha e de se submeter ao ridículo caso falhe na ação.

O segundo é o medo da liberdade, pois com ela vem a responsabilidade e é muito mais fácil pôr a responsabilidade nas costas do outro.

O terceiro é o medo de nossa luz, o sucesso nos amedronta mais que nossa derrota. Achamos que não merecemos ou que causaremos um desconforto nas outras pessoas.

Bom, diga-me com quem anda e te direi quem é.

Aí eu lhe pergunto:

– Aonde você quer chegar?

Anúncios